Olhos nos Olhos

Este é o nome de uma matéria publicada recentemente pela Revista Veja que aborda o Autismo.

A matéria é pautada na rotina de vida do garoto Rafael, de 9 anos. Sua mãe percebeu cedo que seu comportamento destoava do das demais crianças, o diagnóstico veio aos 10 meses de vida. A partir de então Rafael passou a desempenhar uma série de atividades para que adquirisse maiores habilidades de comunicação e independência. São 34 horas semanais de tratamento com uma equipe multidisciplinar composta por psicológa, fonoaudiológa, terapeuta ocupacional, e outro profissionais. Atualmente Rafael frequenta uma Escola regular, é muito carinhoso com sua família – abraços e beijos são espontâneos e frequentes – e pratica futebol junto com os demais colegas.

O progresso de Rafael é fruto de um diagnóstico precoce, que possibilitou seu tratamento enquanto o cérebro ainda possuía grande plasticidade e a capacidade de se adaptar a novos mecanismos de funcionamento, isso mediante estímulos recebidos e as experiências vividas. O ideal é que o autismo seja diagnosticado até os 3 anos de vida. Quanto mais tarde mais difícil trazer o autista para um universo que não o seu. Os principais sintomas são:

  • Aos 3 meses: o bebê não demonstra interesse pela voz humana. Prendem a sua atenção estímulos repetitivos, como o movimento das pás de um ventilador;
  • De 4 a 6 meses: pode apresentar dificuldade em distinguir a voz dos pais. Raramente encontra conforto no colo da mãe e estabele pouco (ou nenhum) contato visual enquanto mama. Dorme pouco ou inverte o ciclo de sono;
  • Aos 9 meses: possuem dificuldade em imitar gestos como dar tchau. É indiferente a pessoas estranhas ao convívio familiar;
  • Aos 12 meses: emite sons fora de contexto e tem dificuldade para cumprir ordens simples. Não responde com o olhar quando é chamada;
  • Aos 18 meses: não gosta de ser tocada e demonstra poucos sinais de afeto. Pode ter hipersensibilidade a sons altos e pouca sensibilidade à dor;
  • Aos 24 meses: brinquedos e objetos que giram tendem a fascinar a criança. Dificuldades de comunicação passam a se agravar. Outros hábitos podem surgir, como andar na ponta dos pés, girar em torno de si e movimentar as mãos freneticamente em frente ao rosto;
  • Aos 36 meses: não se interessa por brincar com outras crianças. Pode ficar incomodado com mudanças de rotina.

Outros dados sobre o autismo:

1 em cada 110 crianças tem autismo

Para cada 4 meninos, há 1 menina na mesma condição

O diagnóstico geralmente acontece aos 5 anos

Graças aos avanços no diagnóstico e tratamento, 30% dos autistas hoje se tornam adultos independentes – na década de 50, esse contingente chegava a no máximo 10%

Reprodução parcial da Matéria da Revista Veja do dia 21/03/2012: Olhos nos Olhos.



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