O que é uma cultura inclusiva?

A cultura de inclusão da pessoa com deficiência é considerada um conjunto de valores e ações para que as PcD sejam acolhidas e tratadas de maneira justa e igualitária. Tais valores devem fazer parte da vida de todos da sociedade para que a inclusão aconteça de forma plena, ou seja, há uma mudança de comportamento envolvida. Esse processo não é imediato, pelo contrário, envolve diversos fatores bastante complexos, principalmente por se tratar de questões de caráter coletivo.

A implantação da cultura de inclusão engloba diferentes fatores e encontra barreiras nos quesitos atitudinal, comunicacional e arquitetônica. Vamos entender um pouco melhor cada uma delas?

∴ Inclusão atitudinal

É a realização da acessibilidade sem discriminação e estereótipos. Normalmente, as dificuldades são criadas por nós mesmos, na fala, no tratamento e no pensamento em relação à pessoa com deficiência. Isso acontece quando somos preconceituosos, omissos ao preconceito ou quando infantilizamos a PcD, inibindo a sua autonomia e crescimento. O chamado viés inconsciente se trata dos estereótipos que são criados a partir de experiências e situações vivenciadas por nós ao longo da vida.  Cabe a cada um tentar desenvolver e desconstruir esses aspectos para que tenhamos uma convivência mais humana e inclusiva. O processo para criar essa postura nos colaboradores é simples e pode ser feito de inúmeras formas. O objetivo é criar a disposição para conhecer mais sobre o próximo e não hesitar em buscar mais informações quando preciso.

Como exemplo dessas práticas, você pode conferir o case da InterCement aqui no blog!

Inclusão comunicacional

Uma barreira bem grande na vida das pessoas com deficiência é a comunicação. Grande parte das pessoas não sabe Libras e grande parte dos lugares não dispõe de materiais em Braile, por exemplo. O que deve ser realizado nesse caso, portanto, é a apresentação das informações de forma clara e acessível para todos, com as ferramentas necessárias para se relacionar de maneira interpessoal, virtual ou escrita. Além disso, treinamentos e processos internos de integração na empresa devem ser realizados de maneira inclusiva.

Nesse caso, há organizações que fazem um ótimo trabalho para deixar os materiais mais acessíveis, como a Hand Talk que realiza tradução para Libras e a ADEVA que ajuda a construir sites acessíveis para deficientes visuais.

Inclusão arquitetônica

Possibilitar o acesso ao espaço físico como um todo, sendo ele as ruas e calçadas ou os corredores da própria organização, é essencial para que se construa a inclusão. Além disso, algo muito importante e que acaba passando despercebido são as barreiras na locomoção, como a má disposição dos móveis dentro de uma sala, por exemplo. Para resolver essa questão, as empresas podem fazer uso dos conceitos de desenho universal para dispor objetos, ferramentas e estruturas a fim de que sejam úteis e acessíveis a todas as pessoas.

Para começar a construção de uma cultura organizacional que proporcione a inclusão é imprescindível oportunizar aos colaboradores a descoberta da realidade das PcD e isso pode ser feito de algumas maneiras complementares, como pela sensibilização e por atividades que envolvem vivências.

O Guia de Rodas, por exemplo, foi criado por Bruno Mahfuz depois de ter se tornado cadeirante e ajuda diversas organizações a criar um ambiente mais inclusivo.

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