Conheça o panorama da inclusão de PcD no Brasil

Quando se fala de inclusão de PcD no Brasil, podemos pensar por dois lados: escolar e profissional.

Inclusão no Brasil

Escola

No meio escolar

A inclusão vem acontecendo por uma medida implementada por lei¹, de tal forma que as escolas públicas regulares devem, mediante a disponibilidade de vagas, aceitar a matrícula de pessoas com deficiência (PcD). Isso inibe a prática não oficial de recusar matrículas ou encaminhar para outras instituições. Neste sentido existem pontos positivos e negativos. Por um lado pode-se argumentar que isso fortalece a inclusão, dados mostram que em 2014, 698 mil alunos com deficiência estavam no ensino regular². Por outro, pode-se dizer que as instituições públicas que não estão preparadas para esse processo podem não gerar a inclusão de fato.

Por isso, em paralelo existe a figura das instituições filantrópicas, de ensino e atendimento, que oferecem serviço especializado. Ou seja, para cada tipo de deficiência. Estima-se a existência de 3.500 instituições desse tipo em nosso país, que juntas atendem mais de 300.000 pessoas.

Inclusão no BrasilNo mercado de trabalho

Apesar de crises políticas e econômicas no Brasil, o número de PcD’s empregadas vem crescendo com regularidade. Porém representam apenas 0,91% dos vínculos formais de trabalho no Brasil. A todo caso, uma pesquisa da ABRH de 2016 mostra o outro lado, 59% dos entrevistados possuem alguma resistência quanto a contratação e 73% sentem a ausência de um programa de sensibilização sobre inclusão na empresa. Dessa forma, como vamos melhorar a inclusão de PcD no Brasil?

Assim vemos claramente o quanto cada vez mais as empresas estão procurando incluir para além da cota (imposta pela Lei nº 8.213/91). Isso também acontece por perceber os benefícios que a inclusão gera em relação a cultura organizacional, desenvolvimento dos seus pares de trabalho e o que isso gera para a própria PcD e sua família. Ainda assim existe uma grande parte do público que não têm acesso a vagas no mercado de trabalho.

Case de inclusão

Um bom exemplo de inclusão consciente é da Cast Group, que estava em busca de profissionais para preencher algumas vagas que tinha à disposição. Porém a escolha dos profissionais com deficiência intelectual sempre barrava em dúvidas. Perguntas como: eles conseguirão realizar as atividades? Vão conseguir chegar e ir embora sozinhos? E o asseio? Entre outras perguntas.

Guilherme e Alisson são alunos da Escola Especializada Primavera com deficiência intelectual leve. Os dois com mais de 18 anos e perfeitamente aptos para as vagas. Há anos recebiam gratuitamente o atendimento da instituição na parte pedagógica e de preparação ao mercado de trabalho, em oficinas de panificação.

Alisson e Guilherme

Guilherme e Alisson assinando o contrato de trabalho na Pelissari Gestão e Tecnologia

Dessa forma eles foram os escolhidos para trabalhar na empresa, de forma que durante um período do dia continuam a frequentar a Escola Primavera e no outro trabalham. O que mudou? Em resumo, agora eles tem uma renda própria, a autoestima aumentou, bem como a autonomia e independência.

“Trabalhar era meu sonho, com meu primeiro salário fiz várias compras para casa. Já fiz uma poupança e agora posso ajudar minha família” – Guilherme, Escola Primavera.

Para aprofundar os conhecimentos sobre a inclusão de PcD no Brasil e oferecer informações úteis lançamos um guia da inclusão. Faça o download gratuito clicando no botão abaixo:


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