Panorama da Inclusão no Brasil

Quando se fala de inclusão em nosso país, podemos pensar por dois lados: escolar e profissional.

Ciclo

Escola

No meio escolar a inclusão vem acontecendo por uma medida implementada por lei¹, de tal forma que as escolas públicas regulares devem, mediante a disponibilidade de vagas, aceitar a matrícula de pessoas com deficiência (PcD), inibindo a prática não oficial de recusar matrículas ou encaminhar para outras instituições. Neste sentido existem pontos positivos e negativos, por um lado pode-se argumentar que isso fortalece a inclusão, dados mostram que em 2014, 698 mil alunos com deficiência estavam no ensino regular². Por outro, pode-se dizer que as instituições públicas que não estão preparadas para esse processo podem não gerar a inclusão de fato.

Por isso, em paralelo existe a figura das instituições filantrópicas, de ensino e atendimento, que oferecem serviço especializado para cada tipo de deficiência, inclusive para pessoas com deficiências mais severas; estima-se a existência de 3.500 instituições desse tipo em nosso país, que juntas atendem mais de 300.000 pessoas.

Mercado de trabalho

Em relação ao mercado de trabalho, apesar de crises políticas e econômicas, que resultaram no desemprego de milhões de pessoas nos últimos anos, o número de PcD’s empregadas vem crescendo com regularidade, 32% entre 2009 e 2014³ e 5,75% entre 2014 e 2015, porém representam apenas 0,84% dos vínculos formais de trabalho. A todo caso, uma pesquisa da ABRH de 2016 mostra o outro lado, realizada com gestores mostra que 59% deles possuem alguma resistência quanto a contratação e 73% sentem a ausência de um programa de sensibilização sobre inclusão.

Vemos claramente o quanto cada vez mais as empresas estão procurando incluir para além da cota (imposta pela Lei nº 8.213/91), por perceber os benefícios que a inclusão gera em relação a cultura organizacional, o desenvolvimento dos seus pares de trabalho e o que isso gera para a própria PcD e sua família, mas claramente ainda existe uma grande parte do público que não têm acesso a vagas no mercado de trabalho.

Um bom exemplo de inclusão consciente é o case da Pelissari Gestão e Tecnologia, que estava em busca de profissionais para preencher algumas vagas que tinha à disposição, porém a escolha dos profissionais com deficiência intelectual sempre barrava em dúvidas como: eles conseguirão realizar as atividades? Vão conseguir chegar e ir embora sozinhos? E o asseio? E outras perguntas.

Guilherme e Alisson são alunos da Escola Especializada Primavera que apresentam um quadro de leve deficiência intelectual, com mais de 18 anos e perfeitamente aptos as vagas, que a anos recebiam gratuitamente o atendimento da instituição na parte pedagógica e de preparação ao mercado de trabalho, em oficinas de panificação.

Alisson e Guilherme

Guilherme e Alisson assinando o contrato de trabalho na Pelissari Gestão e Tecnologia

Eles foram os escolhidos para trabalhar na empresa, de forma que durante um período do dia continuam a frequentar a escola e no outro trabalham. O que mudou? Agora eles tem uma renda própria, a autoestima aumentou, bem como a autonomia e independência.

“Trabalhar era meu sonho, com meu primeiro salário fiz várias compras para casa. Já fiz uma poupança e agora posso ajudar minha família” – Guilherme, Escola Primavera.

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