3 mitos sobre a contratação de pessoas com deficiência

Cada vez mais a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho vem sendo discutida, parte disso pela obrigatoriedade imposta pela Lei de Cotas, mas também pelos resultados que isso gera para empresas. Dados de 2015 mostram que apesar do desemprego em geral atingido 8,9% dos trabalhadores brasileiros, o número de PcDs contratados seguiu o oposto, crescendo 5,8%. Por isso preparamos a discussão de 3 mitos que podem ajudar a tornar sua empresa mais inclusiva.

1. As pessoas com deficiência não são produtivas

Esse é um mito que não tem base e acontece pela falta de conhecimento das pessoas em geral sobre o potencial das pessoas com deficiência. Porém, para mostrar todo o seu potencial é necessário que a vaga seja preenchida com uma pessoa com perfil compatível¹ e que a equipe esteja de braços abertos para receber uma PcD².

1 – Dizer que a vaga deve ser preenchida com uma pessoa de perfil compatível não quer dizer que deve ser exclusiva para uma PcD, pois isso inclusive é ilegal, mas que a pessoa contratada se adeque ao perfil que a empresa procura. Por exemplo, para contratar para uma vaga estratégica você não procura alguém com perfil mais operacional, e vice-versa, não é mesmo?

2 – Estar de braços abertos signfica ter ciência do potencial e as dificuldades que uma PcD enfrenta, de uma forma que todos se tornam responsáveis pelo processo de inclusão. Isso pode ser feito através de palestras e workshops inclusivos.

Um estudo do Instituto Alana e um case da ASID mostram que além de serem produtivas, a inclusão de PcD’s intelectuais gera o desenvolvimento de competências como paciência, abertura a novas realidades e empatia em toda a equipe: Competências desenvolvidas com a inclusão consciente  e Estudo Instituto Alana.

2. Não saberei como me comunicar, liderar, dar e pedir feedback caso contrate uma PcD

Esse sentimento é compreensível, principalmente para as pessoas que não têm contato com deficientes no dia a dia. Mas sabe, isso não é de fato uma barreira, pois existem muitas formas para superar. Uma delas é se preparando e preparando sua equipe, fazendo cursos de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), outra é utilizando tecnologias assistivas como o Hand TalkRybená e o Essential Accesibility, que ajudam na comunicação e também, como resultado, na equalização da produtividade de pessoas com e sem deficiência.

O pessoal do Sebrae-Sp lançou um guia bastante prático sobre como atender pessoas com deficiência, que nós consideramos extremamente útil e indicamos sempre:

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3. Não existem candidatos disponíveis                                                                                                                                          
Sera mesmo que não existem candidatos? Se eu te falar que na cidade onde você mora pode existir pelo menos uma instituição que atua com pessoas com deficiência e pode ter candidatos para indicar? Em grandes centros chegam a ser centenas de instituições, como as APAEs. Mais do que cadastrar a vaga em um site e esperar os candidatos enviarem seus currículos, você mesmo pode entrar em contato com as instituições e ter acesso aos candidatos, conhecê-los e selecionar quem você considerar mais adequado a vaga.

Os ganhos dessa abordagem são diversos, um deles é a sensibilização que você terá ao conhecer a realidade de uma instituição e o trabalho que ela desempenha com os alunos. E o outro é conhecer o potencial dessas pessoas. Tudo isso torna a inclusão mais natural e altamente assertiva.

O plus desse processo é que em qualquer momento de dúvida ou emergência, como por exemplo:

Você possivelmente terá o suporte dos psicólogos e pedagogos da instituição, que em muitos casos já conhecem essas pessoas a anos e vão te dar a tranquilidade para resolver o que aparecer pela frente.
Aqui na ASID Brasil, um de nossos cases diz respeito ao auxílio no processo de inclusão de pessoas com deficiência intelectual da Escola Especializada Primavera na empresa Pelissari Gestão e Tecnologia. O projeto consistiu na criação da ponte entre empresa e instituição e hoje em dia outras pessoas com deficiência intelectual estão sendo contratadas naturalmente. Esse projeto foi um dos vencedores do Prêmio Luiz Hamilton Berton, da ABRH-PR em 2016.

Para saber mais informações sobre o mercado de trabalho para PcD’s, outros mitos e cases de inclusão, acesse gratuitamente o e-book: Guia de como realizar a inclusão consciente, da ASID Brasil:

E-book: clique e faça download gratuitamente

2 Respostas a "3 mitos sobre a contratação de pessoas com deficiência"

  • Rodrigo Feltrin
    8 de agosto de 2017 (17:24)
    Responder

    Sou transplantado renal, sou considerado PCD para a empresa?

    Posso me candidatar a uma vaga para PCD? Vejo discriminação na contratação quando falo minha condição.

    • ASID
      9 de agosto de 2017 (13:57)
      Responder

      Olá Rodrigo. Infelizmente não temos conhecimentos para te dizer que sim ou não, sugerimos que entre em contato com um médico que poderá avaliar sua condição. Um abraço e curta a ASID no facebook.com/asidbrasil.


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